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BOLETIM ASTAPE-BA

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ABRIL | 2018

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Em janeiro desse ano, o Ministério da Saúde alertou que pessoas com 60 anos ou mais precisariam de um encaminhamento médico para serem vacinadas contra a febre amarela. Porém, essa semana, o órgão liberou um alerta convocando todos os idosos a tomarem a vacina independente de passar pela triagem médica.

"Os idosos serão avaliados pelas unidades de saúde, onde será checado o estado geral do paciente. Se o idoso não é imunodeprimido, não tem uma doença de base grave, não está em tratamento de quimioterapia ou radioterapia e faz uso de medicamento que faça ter problema de imunodepressão, ele pode e deve ser vacinado", disse a coordenadora-substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério, Ana Goretti.

Mas em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nenhuma ordem oficial foi dada e essa informação do MS é uma novidade também para eles. Assim, a exigência da avaliação médica antes da vacina continua vigente em Salvador.

A questão sobre a vacinação sem passar por avaliação médica divide opiniões. A única concordância é sobre a importância da vacina. Para o infectologista Rodrigo Sorzzo, a avaliação médica é importante para os idosos. "Essa população em específico, normalmente, tem doenças ou faz uso de medicamentos que, eventualmente, possam ter contraindicação".

Os efeitos adversos são raros – um caso a cada aproximadamente 300 mil doses –, mas podem ocorrer se a pessoa que recebe a vacina está com a imunidade enfraquecida. A possível contraindicação não se deve especificamente à idade avançada, mas ao estado de saúde que comumente se associa a ela. Isso porque é na velhice que ocorre grande parte dos problemas que abalam a resposta imunológica do organismo — diabetes, doenças cardiovasculares e sedentarismo, por exemplo.

O médico afirma ainda que quando vacinadas pela primeira vez, pessoas acima de 60 anos correm mais risco de desenvolver doença semelhante à febre amarela, a chamada febre vacinal. “Acima dos 60 anos, o idoso perde de 2% a 3% de imunidade a cada ano", conclui.

Já o infectologista Victor Fontes defende que a triagem médica não é necessária. "Por ser uma campanha de vacinação não é preciso a receita médica. A receita é importante quando uma vacina não esta no calendário vacinal do ministério da saúde daquele grupo de risco. Se você faz parte do grupo solicitado para a vacina, basta ir até o posto”, explica.

Sobre os riscos, o especialista afirma que os idosos, principalmente acima dos 70 anos, possuem uma deficiência imunodeficiente natural da idade. Assim, eles são mais suscetíveis a desenvolver infecções. “A vacina é de vírus atenuado, ou seja, uma vacina feita pela cepa do vírus que foi atenuado em estudo de pesquisa médica para resultar em um jeito de diminuir essa cepa e produzir a vacina do próprio vírus”, complementa.

De acordo com o médico, em adultos jovens esse vírus se multiplica mas não vai conseguir ser o suficiente para desenvolver a doença, mas será para apresentar os antígenos no corpo da pessoa vacinada de maneira que consiga produzir os antianticorpos necessários para ficar imune. “No idoso pelo sistema imunológico ser mais deficiente ele pode desenvolver a doença mesmo com o vírus atenuado”.

Para ele a orientação é que se o idoso é trabalhador rural ou vive perto da região de risco, a vacinação é indicada, pois é melhor arriscar contrair pela vacina do que pela maneira natural. No caso de idosos sem risco de pegar a doença, não é indicada a vacinação e sim os cuidados de proteção como repelente e roupas compridas.

As reações pós vacinas podem ser dividas em três tipos: mal-estar e febre passageiros, que ocorre entre 3% e 20% dos vacinados, doenças sistêmicas, que é a febre amarela induzida pela vacina ou complicações neurológicas. Já os efeitos mais graves são pouco frequentes e ocorrem na ordem de 0,4 a 0,8 casos a cada 100 mil vacinados.

Entre o dia primeiro de julho de 2017 até 20 de fevereiro deste ano, foram confirmados 545 casos de febre amarela no Brasil, sendo que, deste número, 164 morreram. Ao todo, foram notificados 1.773 casos suspeitos, sendo que 685 foram descartados e 422 permanecem em investigação. Os estudos do MS atestam que a vacina contra febre amarela é a medida mais segura e eficaz de proteção.

 

Avaliação 

A avaliação do idoso pode ser feita no próprio posto de saúde, no momento em que ele procura o local para se vacinar, por profissionais como enfermeiros e técnicos, segundo o MS. A SMS garantiu que repassou a orientação para a rede.

Fonte: Jornal A Tarde

 

 

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